
As tecnologias têm propiciado novas alternativas para o desenvolvimento do conhecimento, que se dar pela prática, interação e colaboração entre os sujeitos envolvidos no processo. Elas permitem a realização de experiências criativas e inovadores através do conhecimento compartilhado. Para que isso ocorra, é preciso que seja disponibilizada às tecnologias da comunicação uma gerência de informações que atuem como um elo de mediação para que aconteça a interação.
Os novos meios de comunicação favorecem a interação com pessoas de diferentes lugares, culturas e profissões. A troca de experiências com outras pessoas possibilita a ampliação da visão do sujeito para sua reflexão. As tecnologias favorecem determinados processos de aquisição, exploração do saber e da aprendizagem se interacionando com a estrutura cognitiva dos sujeitos. É importante estarmos atentos para utilizá-las de forma sensata, equilibrada e inovadora.
Muito se tem discutido acerca da incorporação das “tecnologias eletrônicas de comunicação e de informação” na prática docente. No entanto, sabemos que muitas tecnologias sempre acompanharam o trabalho do professor como ferramentas na mediação da relação educador-educando.
As características das tecnologias atuais proporcionam um espaço de renovação da escola, permitindo pensá-las como verdadeiros objetos mediáticos do conhecimento. Mas ainda há pontos negativos que interferem no processo da utilização das tecnologias de forma adequada, como a falta de preparação e postura do educador para com o uso das mesmas, desenvolvendo em muitos casos suas ações pedagógicas de forma tradicional, utilizando os recursos tecnológicos apenas como complemento ou dinamização da aula, as transformando em um processo de transição e não de interação. Algumas escolas não chegam a usar seus artefatos tecnológicos disponíveis e os guardam encaixados em depósitos. Diante dessa realidade fica difícil falar em mudança na escola e gestão inovadora. É importante que ocorra uma preocupação por parte dos gestores para que surja uma inovação tecnológica no ambiente escolar, viabilizando condições de uso como: acesso à sala de informática; orientação e formação de professores; aquisição de equipamentos e incentivo.
Diante do exposto, é perceptível a necessidade do professor conhecer as especificidades e operacionalidade das mídias, uma vez que as mesmas fazem parte da nossa realidade, como também realizar um trabalho coletivo e democrático com trocas de informações, experiências, promover estudos onde possa não apenas manusear os recursos tecnológicos, mas aprender a usá-los de forma adequada, explorando o raciocínio, o conhecimento, as potencialidades, a criatividade e a inovação na escola e no fazer pedagógico; utilizando as tecnologias não como fim e sim como um meio.
O Ministério da Educação vem contribuído e muito com a formação do professor nessa área através de formações continuadas e especializações. O Programa Nacional De Formação Continuada em Tecnologia Educacional (Proinfo) Composto por três cursos:
1. Introdução a Educação Digital – Curso básico para professores e gestores das redes públicas.
2. Tecnologias na Educação: Ensinando e Aprendendo com as TIC (100 h) – focaliza a utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação em situações de ensino e aprendizagem na sala de aula.
3. Elaboração de Projetos (40 h) – prioriza o aprofundamento teórico sobre o conceito de projetos e suas especificidades no contexto escolar.
Esses cursos têm colaborado com a formação do professor por serem instrutivos e relevantes para a ampliação da aprendizagem tecnológica, para a inclusão digital dos profissionais da educação e para a reflexão dos mesmos sobre os impactos do uso do computador nos diversos aspectos da vida, da sociedade, da prática pedagógica, da inclusão digital e social.
Os professores aos poucos estão percebendo a necessidade de renovar seus conhecimentos para serem capazes de desenvolver suas atividades com mais segurança, tanto dentro como fora do espaço escolar. No entanto, para que suas formações se dêem de forma satisfatória, é necessário que ocorra parcerias entre formador, secretário de educação, coordenador de entidade e o indispensável apoio do gestor municipal. O trabalho de co-responsabilidade é relevante para o processo de desenvolvimento da cultura tecnológica nas escolas.